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Das Fronteiras para Constantinopla. Dissertação por João Vicente M. P Dias. (2010)

Atualizado: Abr 25

Com essa entrada iremos iniciar a categoria “Acadêmico”, onde tentarei relacionar toda produção acadêmica sobre Bizâncio. Então aqui você irá encontrar artigos científicos, anais de congressos, monografias, dissertações e teses cujo tema é Império Bizantino ou qualquer outro diretamente relacionado. Para inaugurar essa categoria postarei minha dissertação de mestrado concluída em 2010.


Título: Das Fronteiras para Constantinopla: inserção da canção de Digenis akrites no cenário político bizantino (séculos II e XII).


Autor: João Vicente de Medeiros Publio Dias


Tipo de trabalho:   Dissertação apresentada para a banca de  defesa do título de Mestre na linha  “História Cultura e Poder” do programa  de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Paraná. Orientador: Profa. Dra. Marcella Lopes Guimarães


Resumo: Dentro da produção literária bizantina, há um gênero que se destaca dos demais e foi a base para a literatura grega moderna: o ciclo épico fronteiriço, sendo a obra principal a Canção de Digenis Akrites. Considerava-se que a  Canção  fosse uma compilação nostálgica, feita na passagem do século XI para o XII, por um aristocrata – talvez exilado em Constantinopla – que tinha como objetivo recolher a tradição épica que marcava a identidade de uma elite ex-fronteiriça e de um tempo glorioso que havia se acabado. Nesse sentido, essa Dissertação dividiu-se em dois momentos. Em primeiro lugar, analisa os pequenos cantares akríticos como uma expressão de uma aristocracia fronteiriça num período entre a invasão muçulmana do século VII e a supremacia turca no último terço do século XI. Num segundo momento, analisa a  Canção de Digenis Akrites como uma expressão das mudanças que estavam acontecendo com Bizâncio no período da composição. Entretanto, contestamos aqui conceitos-chaves utilizados para a maior parte dos estudos feitos sobre essa fonte, como “Apogeu” no século X, “Decadência” no século XI e “Nostalgia” relacionada à composição da Canção. Desse modo, analisamos essa fonte como um reflexo do estabelecimento do regime aristocrático e da reafirmação do poder imperial iniciada com  a elevação de Aleixo I Comnenos (1081-1118) ao trono. Nesse sentido, buscamos uma série de indícios que confirmariam a relação entre a  Canção de Digenis Akrites com a figura e o reinado desse imperador.


Palavras-chave: Bizâncio, Canção de Digenis Akrites, Aleixo I Comnenos, Fronteira, Constantinopla, História Política.


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