• João Vicente

Enfim doutorando

Atualizado: Jan 23

Caros leitores,


Depois de duros dois semestres me preparando, passei nas duas provas que me eram exigidas e finalmente posso dizer que sou um doutorando em Estudos Bizantinos (Byzantinistik) na Universidade Johannes Gutenberg de Mainz.



Nesses doze meses de preparação, tive que me isolar de amigos e familiares para aprender alemão e grego antigo e, por mais que tenha ainda muito o que aprender, eu conseguir chegar num nível de conhecimento que me permite iniciar meu doutorado.


Apesar de ter passado dessa época tensa, o trabalho duro continua, pois terei que participar de seminários, apresentar trabalhos em eventos, fazer mais cursos de idioma, ler artigos e escrever trabalhos. Conforme as coisas forem andando, eu atualizo vocês de coisas que podem ser interessantes.


Caso alguém também queira se aventurar nas terras de Karl Krumbacher e Hans-Georg Beck para se doutorar em Estudos Bizantinos, passo algumas informações breves sobre essas provas.


Os departamentos de Estudos Bizantinos geralmente exigem duas provas, uma que comprove o conhecimento em alemão e outra que comprove conhecimentos em grego antigo.


As duas provas de alemão mais populares são o Test DaF (Deutsch als Fremdsprache) e o DSH (Deutsche Sprachprüfung für Hochschulzugang). Ambas são compostas de quatro avaliações: compreensão de leitura, compreensão auditiva, escrita e fala. As notas exigidas são no mínimo DSH 2 (equivalente ao nível C1 do nível do “Quadro Europeu Comum de Referência”, para saber mais clique aqui) e, no Test DaF, duas notas 5 (a mais alta) e duas notas 4 (a intermediária).


As duas provas tem seus prós e contras.


Por um lado, o DSH é, no geral, mais difícil, pois exige que o candidato escreva mais que no Test DAF. Por outro lado, no Test DaF, as notas de cada avaliação são autônomas, isto é, o candidato tem uma nota por prova e não uma nota geral. Como as universidades exigem que o candidato atinja notas mínimas em cada uma das provas do Test DaF, não é possível compensar uma nota ruim em uma das avaliações com notas boas nas outras, como é no DSH.


O mais importante é se preparar para o formato das provas, isso é quase tão importante quanto saber alemão. Por isso, cursos preparatórios ou, pelo menos, o estudo individual com material preparatório é imprenscindível.


Para saber mais sobre o DSH e o Test DaF, clique aqui.


Já o Graecum (a prova de grego) é a prova estatal (cada Bundesland faz a sua) que comprova a proficiência em grego antigo. Ela tem duas fases: a prova escrita e a oral.


Na prova escrita, o candidato tem que fazer, em três horas, uma tradução escrita para o alemão de um trecho de 195 palavras de alguma obra em grego antigo, geralmente é Platão ou Xenofonte (eu tive que traduzir Xenofonte). Na prova oral, o candidato tem que fazer uma tradução de um trecho de 50 palavras da mesma obra que foi a prova escrita (geralmente). Depois de tempo dado, que varia de lugar pra lugar entre 30 e 45 minutos, o candidato é entrevistado por uma banca que ouve a tradução e faz perguntas relacionadas a ela e a gramática do grego antigo. Tudo em alemão, naturalmente.


A nota mínima exigida é a nota 4 (regular), num quadro de notas que vai do 6 (mais baixo) ao 1 (mais alto).


Para saber mais do Graecumclique aqui


Tendo passado essa “paulera”, o candidato pode começar seu doutorado.


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